| "Se fosse à pesca só para apanhar peixes, há muito que o tinha deixado de fazer..." Ernest Hemingway |
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| Material para pesca à pluma em rio e lago |
| Escrito por José Luís | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Quinta, 25 Dezembro 2008 11:36 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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A pesca à truta é uma pesca ao mesmo tempo variada e difícil. Nesta modalidade, todos os utensílios são de extrema importância, assim como o modo como se utilizam e os cuidados que lhes são prestados. Por outro lado, o espírito de observação do pescador irá indicar o momento certo em que se terá de mudar de pluma ou de método. A escolha da cana Para pescar a truta à pluma, a cana deverá ser, preferencialmente, progressiva ou de acção média. Terá também que haver um equilíbrio entre a cana, o carreto e a linha, pois os lançamentos terão de ser efectuados com muita precisão. Em situações mais específicas, como veremos mais à frente, podemos utilizar canas de acção rápida. A cana deverá ser leve, para evitar a fadiga ao fim da primeira hora de pesca. A velocidade de uma cana é dada pela capacidade que esta possui de retomar a sua posição inicial após uma flexão máxima, num determinado período de tempo. As canas possuem ainda diferentes acções e estas acções terão a sua utilidade na hora de pescar. As canas de acção lenta ou parabólica permitem-nos pescar com secas ou ninfas muito pequenas, pois permitem fazer lançamentos muito suaves, onde uma boa apresentação é de extrema importância. Uma cana de acção média é mais potente que uma cana de acção lenta, sendo, por isso, muito mais versáteis, mas é sempre bom estarmos conscientes das suas limitações. As canas de acção rápida ou acção de ponta são ideais para pescar em rios grandes e lagos, pois aí iremos utilizar moscas grandes desde secas, ninfas e streamers. Estas são também ideais para dias de vento, por darem um domínio da linha a grande velocidade, permitindo-nos fazer lançamentos a grandes distâncias.
Assim, no momento da escolha de uma cana, devem ser levados em conta diversos factores, como as espécies de peixes que pretendemos pescar e os locais onde vamos pescar, para além do tamanho da cana, número de linha, material em que é feita. Quem quer iniciar a modalidade em rio ou lago poderia começar por escolher uma cana de acção intermédia, para linha 5, com um comprimento de 9 pés. Esta pode ser considerada uma cana “todo o terreno”, a cana standard que irá servir para a maioria das situações que podemos encontrar.
Para a truta, utiliza-se geralmente uma cana de 9 pés, de acção média ou progressiva, para linha DT #3 a #5, isto para rios de pequenas dimensões. Se os rios forem largos, é preferível optar por uma linha WF que, derivado ao seu perfil, nos irá permitir uma maior potência no lançamento. Se formos pescar em lagos ou barragens, tudo muda, pois aí as canas terão de ser mais potentes, com acção de ponta. O seu comprimento poderá ser entre os 9 pés e os 10 pés, e as linhas poderão variar entre o número #5 e o #8. As Linhas As linhas, um item que, para muitos, é difícil de escolher, pois existe no mercado uma infinita gama de marcas e modelos, e devemos ter em conta tanto o seu peso, como a forma e velocidade de afundamento, para que se adaptem à situação de pesca. Mas, para além disso, a linha deve ser escolhida também para que se adapte à cana que escolhemos.
Os baixos de linha Existem diversos tipos de terminais no mercado. Podemos até dizer que existem modelos de mais. Ainda que estes modelos satisfaçam todas as necessidades de um pescador, podem tornar muito difícil a escolha, até porque não os poderemos experimentar a todos.
O carreto Em todas as modalidades de pesca, os carretos devem ter algumas particularidades, dependendo da utilização que lhe iremos dar. Na pesca à pluma, o carreto não serve unicamente para armazenar a linha e a sua capacidade, em termos de backing, em conjunto com o seu travão, poderão ser muito úteis em certas situações.
A escolha dos carretos depende unicamente do tipo de pesca que irá fazer e em que situações. Nas especificações de um carreto, vêm escritas as suas capacidades, no que diz respeito ao backing e à linha. Para a truta, vamos imaginar que estamos equipados com uma cana de 9 pés para linha #3 e vamos pescar para um rio pequeno. Neste caso, vamos necessitar de um carreto adequado para a linha que vamos utilizar e este poderá ser manual ou semiautomático. O carreto semiautomático vai ajudar a controlar a linha que está fora do carreto, numa pesca que é quase sempre uma pesca rápida. Vamos agora imaginar que estamos numa lagoa, equipados com uma cana de 9 pés para uma linha #6. Aqui será aconselhável utilizar um carreto manual de tambor, visto que é uma pesca menos rápida e temos a vantagem da existência do travão, essencial para o momento em que tenhamos um bom exemplar cravado. Que plumas utilizar Uma vez no rio, para nos orientarmos na escolha da pluma, podemos utilizar alguns aspectos, como: o facto de haver actividade das trutas na superfície; se, no momento em que se alimentam, colocam a totalidade da boca fora de água, formando pequenos círculos com pequenas bolhas de ar, o que significa que a truta, ao ingerir o insecto, também ingere algum ar, expelindo este pelos opérculos. Podemos também, neste caso, observar com atenção o tipo de insectos que são arrastados pela corrente: estes serão quase sempre insectos adultos e, assim, vamos utilizar plumas secas (Efémeras, emergentes ou mesmo ninfas flutuantes).
Se não existir actividade na superfície, é uma indicação de que as trutas se estão a alimentar no fundo, junto às pedras, em águas paradas ou em bancos de areia, remexendo calmamente no fundo, procurando pequenas ninfas. Nestes caso, como se estão a alimentar dos insectos na sua fase larvar, serão imitações destas larvas que devemos utilizar. Mas atenção que nem sempre necessitamos de imitações realistas, necessitamos apenas que a ninfa passe pelo local onde a truta se alimenta. Algumas destas ninfas que podemos utilizar seriam por exemplo a Zug Bug para águas lentas e a Pheasant Tail para águas rápidas. Mas, em futuros artigos saberão que plumas são estas e como se devem utilizar. Muitas vezes, na ausência de qualquer actividade visível, devemos colocar a pluma que nos pareça melhor, tendo em conta as condições existentes, e vamos lançar nos locais em que suspeitamos que estará uma truta. Se estivermos a pescar num rio profundo ou numa lagoa, aí as plumas utilizadas deverão ser os streamers, pois, para além do facto de irem para zonas mais profundas devido ao seu peso, também imitam pequenos peixes que são frequentes na dieta das trutas, principalmente das grandes.
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